A Mentalidade Conservadora: de Edmund Burke a T. S. Elio

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[Resenha] A Mentalidade Conservadora: de Edmund Burke a T. S. Elio

A tão aguardada edição de A Mentalidade Conservadora – De Edmund Burke a T. S. Eliot, de Russell Kirk, acaba de ser publicada com um belíssimo projeto gráfico.

Leitura obrigatória para entender o conservadorismo, a obra – que já foi apreciada por presidentes estadunidenses e cuja tradução para a língua portuguesa era ansiosamente esperada – desconstrói alguns estereótipos e recupera uma tradição. Russell Kirk, um dos mais respeitados intelectuais americanos do século XX, foi analista crítico e reformulador conceitual do conservadorismo.

Quando começou a escrever A Mentalidade Conservadora, Kirk tinha menos de 30 anos. Originalmente defendido como tese de doutorado, o texto repercutiu de tal forma que ajudou a recuperar o respeito intelectual dessa corrente política. E esse é também um dos objetivos dessa bela e substancial edição de luxo.

Russell Kirk vale-se da crítica literária e da história das ideias como ferramentas para reconstruir um painel que descreve o conservador “como estadista, como crítico, como metafísico e como homem de letras”. De Edmund Burke a T. S. Eliot, a galeria seleta desconsidera apenas alegados conservadores que tenham sido antidemocráticos, absolutistas, antiparlamentaristas ou individualistas anárquicos.

O livro A Mentalidade Conservadora, de Russell Kirk, é uma das maiores contribuições intelectuais ao conservadorismo no século XX, sendo considerado um clássico duradouro do pensamento político. É uma obra brilhante em todos os aspectos, desde sua concepção até a escolha das figuras mais significativas que representam a evolução histórica do conservadorismo.

De Edmund Burke a T. S. Eliot, passando por outros importantes representantes dessa corrente doutrinária, é traçada uma análise que abrange quase dois séculos de tradição intelectual. A importância deste trabalho não se limita ao campo teórico, visto que lançou as bases do moderno movimento conservador nos Estados Unidos. Além de manter o prefácio do editor norte-americano Henry Regnery, a luxuosa edição – com capa dura revestida em tecido –, inclui um estudo introdutório e um posfácio escritos por Alex Catharino.

O que é o conservadorismo para Russell Kirk?

O que A Mentalidade Conservadora entende por conservadorismo se baseia precisamente no respeito aos hábitos e à sabedoria comum, no apreço à experiência acumulada pelos sujeitos, pelos países e pela espécie. Eis um trecho escrito por Russell Kirk: “Tanto o impulso para melhorar quanto o impulso para conservar são necessários para o funcionamento saudável de qualquer sociedade. Unirmos nossas forças ao partido do progresso ou ao partido da permanência dependerá das circunstâncias do tempo.”

Para Russell Kirk, princípios indissociáveis e inegociáveis na organização de um povo são, por exemplo:

  • a defesa da ordem (entendida como harmonia);
  • liberdade;
  • justiça.

A particularidade desse entendimento marca a repercussão do livro, que motivou, por exemplo, a resposta de Hayek no manifesto “Por que não sou conservador”. Além disso, Kirk foi visto como herdeiro das considerações feitas por Richard M. Weaver em As Ideias Têm Consequências e por Eric Voegelin em seus muitos escritos. Com essa obra, Russell Kirk tornou-se uma personalidade nacional. É possível dizer que, assim como Burke esteve para a Grã-Bretanha no pós-Revolução Francesa, Kirk esteve para os Estados Unidos no pós-Guerra.

A edição brasileira de A Mentalidade Conservadora

Editado por T. S. Eliot na Inglaterra em 1953, A Mentalidade Conservadora é o livro em que Russell Kirk radiografa a postura que carrega “o senso de que a vida vale a pena ser vivida” e confia em “homens de imaginação”, não em “líderes partidários”. Mais ainda, a obra traz uma descrença sistemática do poder como salvador.

Tradução da 7ª edição estadunidense, considerada a versão final pelo autor, a publicação brasileira de A Mentalidade Conservadora oferece também apresentação e posfácio de Alex Catharino, pesquisador do Russell Kirk Center. Além do acabamento de luxo e das fotos que ilustram a abertura de cada capítulo, o livro traz índices remissivo e onomástico.

Na apresentação, Alex Catharino situa o argumento kirkiano na discussão acadêmica recente. Já no posfácio, são narradas a origem conservadora da democracia representativa no Brasil e a extensa linhagem nacional de intelectuais conservadores, que abarca figuras como Joaquim Nabuco, Gilberto Freyre e Paulo Mercadante. O posfácio aborda também a ampla estabilidade política da história do país, proporcionada pela relação entre  conservadores e liberais no Segundo Reinado.

Quem foi Russell Kirk?

Russell Kirk nasceu em 19 de outubro de 1918 na cidade de Plymouth, no estado de Michigan. Um dos mais influentes intelectuais públicos americanos do século XX, Kirk foi filósofo político, historiador, crítico social, crítico literário e autor literário.

De origem simples, filho de uma garçonete e de um maquinista de trem. Tornou-se mestre em História pela Duke University, PhD em Letras pela University of St. Andrews, na Escócia, além de professor catedrático da Michigan State University. Kirk escreveu 29 livros, inclusive ficção, e, no decorrer de sua trajetória recebeu doze doutorados honoris causa. Foi também o único pensador condecorado com a Presidential Citizen’s Medal for Distinguished Service to the United States, honra dada pelo presidente Ronald Reagan.

Responsável por revigorar o estudo das ideias de Edmund Burke, Kirk é considerado o fundador do conservadorismo contemporâneo. Assinou colunas em diversos jornais dos Estados Unidos, além de ter ajudado a fundar e a editar importantes revistas, entre elas a National Review. Russell Kirk foi também distinguished fellow da Heritage Foundation – e grande amigo do poeta T. S. Eliot!

Obras de ficção de Russell Kirk

As obras de ficção de Russell Kirk são histórias de fantasmas, na tradição de Sheridan Le Fanu, M. R. James e H. Russell Wakefield. Seu primeiro romance, uma história gótica, é Old House of Fear, escrito em 1961. O livro que escreveu em seguida foi A Creature of the Twilight, em 1966, e trata-se de uma história de revolução e intriga política passada na África. Kirk também escreveu, em 1979, um romance sobre uma casa assombrada: Lord of the Hollow Dark. Seguindo o exemplo de autores como G. K. Chesterton, C. S. Lewis e J. R. R. Tolkien, são encontradas na ficção de Russell Kirk ideias procedentes do cristianismo.

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